Nos dias
certos, nos dias exteriores da minha vida,
Nos meus dias
de perfeita lucidez natural,
Sinto sem
sentir que sinto,
Vejo sem
saber que vejo,
E nunca o
Universo é tão real como então,
Nunca o
Universo está (não é perto ou longe de mim,
Mas) tão
sublimemente não-meu.
Alberto
Caeiro, heterônimo de Fernando Pessoa

















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