sexta-feira, 2 de setembro de 2011

Metáforas

Metáfora
Gilberto Gil

Uma lata existe para conter algo
Mas quando o poeta diz: "Lata"
Pode estar querendo dizer o incontível
Uma meta existe para ser um alvo
Mas quando o poeta diz: "Meta"
Pode estar querendo dizer o inatingível
Por isso, não se meta a exigir do poeta
Que determine o conteúdo em sua lata
Na lata do poeta tudo nada cabe
Pois ao poeta cabe fazer
Com que na lata venha caber
O incabível
Deixe a meta do poeta, não discuta
Deixe a sua meta fora da disputa
Meta dentro e fora, lata absoluta
Deixe-a simplesmente metáfora



Não fosse isso
e era menos
Não fosse tanto 
e era quase
Paulo Leminski


Tenta te orientar pelo calendário das flores, esquece, por um momento os números,
a semana, o dia do teu nascimento. Se conseguires ser leve, aproveita, enche tuas malas de sonho e toma carona no vento.
Fernando Campanella



No chão todo cinza
chega o verde e amanhece.
A vida acontece.
Fernando Cyrino




Os dias são feitos
Dos esplêndidos compêndios
De todos os tempos
Desconheço autoria














A alma é um cenário.
Por vezes, ela é como uma manhã brilhante e fresca,
inundada de alegria.
Por vezes ela é como um pôr do sol...
triste e nostálgico.
Rubem Alves


Tempo Tempo Tempo Tempo
Em algum tempo
Não serei, nem terá sido
Desconheço autoria


De que são feitos os dias?

De que são feitos os dias?
- De pequenos desejos,
vagarosas saudades,
silenciosas lembranças.

Entre mágoas sombrias,
momentâneos lampejos:
vagas felicidades,
inatuais esperanças.

De loucuras, de crimes,
de pecados, de glórias
- do medo que encadeia
todas essas mudanças.

Dentro deles vivemos,
dentro deles choramos,
em duros desenlaces
e em sinistras alianças...

Cecília Meireles
In Canções

quinta-feira, 1 de setembro de 2011

E chegou setembro...

"O prazer do que se vê está no ato de ver e não no ato de pensar sobre o visto".
Rubem Alves







Quase
Fabio Rocha
 
A loucura me chama
chama tão próxima
que quase queimo.





Dança Lenta
Lya Luft

Não somos nem bons nem maus:
somos tristes. Plantados entre chão
e estrelas, lutamos com sangue,
pedras e paus, sonho
e arte.
Nem vida nem morte:
somos lúcida vertigem,
glória e danação. Somos gente:
dura tarefa.
Com sorte, aqui e ali a ternura
faz parte."












Tempo Rei
Gilberto Gil

Não me iludo
Tudo permanecerá
Do jeito que tem sido
Transcorrendo
Transformando
Tempo e espaço navegando
Todos os sentidos...
Pães de Açúcar
Corcovados
Fustigados pela chuva
E pelo eterno vento...
Água mole
Pedra dura
Tanto bate
Que não restará
Nem pensamento...
Tempo Rei!
Oh Tempo Rei!
Oh Tempo Rei!
Transformai
As velhas formas do viver
Ensinai-me
Oh Pai!
O que eu, ainda não sei
Mãe Senhora do Perpétuo
Socorrei!...
Pensamento!
Mesmo o fundamento
Singular do ser humano
De um momento, para o outro
Poderá não mais fundar
Nem gregos, nem baianos...
Mães zelosas
Pais corujas
Vejam como as águas
De repente ficam sujas...
Não se iludam
Não me iludo
Tudo agora mesmo
Pode estar por um segundo...
Tempo Rei!
Oh Tempo Rei!
Oh Tempo Rei!
Transformai
As velhas formas do viver
Ensinai-me
Oh Pai!
O que eu, ainda não sei
Mãe Senhora do Perpétuo
Socorrei!...


Canelot News

Semana da Pátria

Hoje em frente à Prefeitura aconteceu a solenidade de abertura da Semana da Pátria de Canela com o hasteamento das bandeiras. Em seu discurso o prefeito destacou que a população é a maior riqueza do Brasil e que devemos nos respeitar, bem como preservar a natureza e cuidar do que é nosso. “Cidadania e civismo começam com respeito entre nós, com a natureza e com a nossa Pátria”, finalizou.
Canela tem como tema da Semana da Pátria “Cidadania... a Gente Constrói”.


E por falar em “Cidadania... a gente constrói”

 Um pouco antes da solenidade de abertura da Semana da Pátria fotografei mais um mau exemplo, e que mau exemplo, de cidadania ocupando a vaga reservada para os deficientes físicos em frente à Casa Legislativa. Sem comentários!!!

ORDEM
Fabio Rocha
 
Brasil:
ame-o
e mude-o.


Trajetória - Cia de Teatro Mão na Mala apresenta

O ciclo dos ensinamentos da mulher revisitado e mostrado conforme leituras da década de 70. Uma história simples e cotidiana permeada por uma doutrina de costumes e suas conseqüências. E nos dias de hoje. Será que as coisas realmente mudaram?
Texto de Arines Ibias, direção Luiz Alves e no elenco Carla Reis, Catina Werner Basei, Maria Cristina da Silva e Rita de Cássia dos Reis.
No Teatro Casa de Pedra dia 08 - quinta-feira às 20 horas, dia 09 - sexta-feira às 9 horas e dia 10 - sábado às 20 horas.
Ingressos a R$ 10,00 no local ou com o grupo. Telefones para contato 9618 2541 e 9988 9661.
Na quinta e sexta estudantes e terceira idade pagam meia entrada.

Uma Professora Quase Perfeita

O espetáculo “Uma Professora Quase Perfeita” trata-se de um monólogo, onde a professora Eleonora é apresentada á sua nova classe. Ela é um “pouco” diferente das suas outras colegas de carreira. Essas diferenças vão desde a sua forma de se vestir, de se comunicar com os alunos até a matéria apresentada.
Essa peça é uma livre adaptação do livro “Eu Sento, Rebolo e Ainda Bato um Bolo” de Andrea Cals e Marcela Catunda.
Atuação e Direção de André Guedes (Cia. Theatral Goliardos)

No Teatro Casa de Pedra dia 8 - quinta-feira às 9 horas e dia 9 - sexta-feira às 20h